
Inovação e tecnologia inéditas são os diferenciais da Monodor, que se tornou a primeira empresa no país a produzir cápsulas monodoses de café com o padrão internacional da Nespresso. Localizada em Varginha, no Sul de Minas, a fábrica é um dos projetos concretizados em 2025 a partir do financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
“Além da localização estratégica, considerando o mercado do café em Minas Gerais, encontramos no Estado as melhores condições para empreender, inclusive as linhas de crédito do BDMG”, afirma o CEO da empresa, Ricardo Flores, que no final do ano passado inaugurou o projeto pioneiro.
O negócio, inaugurado em novembro passado, tem o potencial de transformar o setor cafeeiro nacional e exemplifica o impacto da atuação do BDMG para fortalecer o setor produtivo mineiro. Em 2025, o Banco financiou quase 6 mil empresas de todos os portes e municípios do Estado, segundo o relatório de administração divulgado pela instituição.
As operações chegaram a quase 90% dos 853 municípios mineiros e fecharam em R$ 4,4 bilhões em créditos liberados, um recorde renovado pelo terceiro ano seguido. Com o crescimento da sua atuação para impulsionar empresários e prefeituras, o BDMG encerrou 2025 com um lucro líquido de R$ 185 milhões, 37% superior ao do ano anterior.
“Os resultados são robustos e demonstram que o BDMG entrega um crédito acessível que atende às necessidades dos empresários e das prefeituras. Com boa governança, ampliamos os impactos sociais catalisados pelos financiamentos, como a geração de empregos”, afirma o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, lembrando que os financiamentos realizados em 2025 estimularam a geração de 104 mil empregos no Estado.
“O acesso ao crédito é um dos principais motores do desenvolvimento econômico, porque permite que empresas inovem, cresçam e gerem empregos. É assim que seguimos criando oportunidades e promovendo um crescimento mais equilibrado em Minas Gerais”, afirma a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.
Impacto no setor produtivo
O acesso ao crédito diferenciado do BDMG contribuiu para que a Monodor decidisse instalar sua fábrica em Minas Gerais. O CEO da empresa, Ricardo Flores, explica que, até então, as marcas que desejavam ter o seu café em cápsulas compatíveis ao modelo Nespresso precisavam importar produtos para realizar o processo ou realizar as etapas fora do país.
“A nossa tecnologia agrega até cinco vezes o preço da commodity. Entregamos uma cápsula de café com as técnicas e qualidade da Suíça”, afirma Flores. O projeto inclui ainda um Centro de Inovação e Desenvolvimento de packaging.
Com capacidade de fabricar até 5 milhões de cápsulas por mês, a indústria atende clientes que produzem a partir de seis sacas de café. A projeção é começar a exportar para Chile e Argentina neste ano. Com foco no privite label, o mercado de marcas próprias, a Monodor tem origem suíça e sede em Varginha.
Crescimento robusto
Ainda segundo as demonstrações financeiras divulgadas pelo BDMG, os financiamentos aos micro e pequenos negócios somaram R$ 530 milhões em 2025. Já para as médias e grandes companhias foram R$ 3,5 bilhões em créditos, um avanço de 41%, incluindo o Agro.
Os créditos liberados apenas para os empresários do Agronegócio saltaram 70% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 2,5 bilhões. O volume representa mais da metade de todos os financiamentos realizados.
O relatório também aponta avanços em índices que refletem a solidez financeira do Banco. O saldo de carteira do BDMG fechou 2025 em R$ 9,2 bilhões, crescimento de 16%. O Patrimônio Líquido da instituição encerrou o ano no patamar de R$ 2,4 bilhões. Já o volume de captações ficou em R$ 2,3 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão em instrumentos locais.