
Na fazenda do produtor Raul Archangelo, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, a produtividade no plantio da cana de açúcar cresceu com a adoção de técnicas da agricultura regenerativa, implementadas a partir de um financiamento junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. No Dia do Cliente (15/9), o BDMG destaca a história de um dos seus mais de 5 mil clientes, entre empresas e municípios, registrados no primeiro semestre de 2026.
Os dados da instituição mostram ainda que de um lado o crédito viabiliza projetos e sonhos de milhares de empreendedores e moradores de cidades de todas as regiões de Minas e, em outra ponta, são os clientes que também contribuem para o desenvolvimento econômico e social do Estado.
O presidente do Banco, Gabriel Viégas Neto, destaca o potencial multiplicador dos investimentos realizados pelos clientes da instituição. “Por ser acessível, o crédito que ofertamos não é um produto que se encerra nele mesmo. Cada financiamento liberado tem um efeito em cadeia na sociedade porque contribui para gerar emprego, renda e oportunidades. São ganhos que ultrapassam os objetivos iniciais dos projetos financiados. O cliente do BDMG também faz parte da evolução econômica e social de Minas Gerais”, afirma.
Um dado que reforça o impacto dessas operações é que o crédito contratado no BDMG pelas empresas e por municípios contribuiu para estimular a geração de 66 mil empregos em todas as regiões de Minas nos primeiros seis meses de 2026 e adicionou R$ 5 bilhões em faturamento no Estado, conforme a matriz insumo-produto da instituição.
No primeiro semestre deste ano, o número de contratantes do Banco cresceu 55% em relação ao mesmo período de 2025. Juntos, empresas e municípios captaram R$ 2,8 bilhões em financiamentos neste período.
Evolução no campo
Há 30 anos, Raul César Archangelo atua como produtor rural. Hoje, o principal negócio da propriedade, localizada em Uberaba, é o cultivo da cana de açúcar. Diante das mudanças climáticas, da variação de preços e alta competitividade do mercado, ele decidiu investir em técnicas da agricultura regenerativa que ampliam a resiliência da planta e permitem a redução nos custos de produção.
O manejo sustentável do solo demandava a compra de insumos biológicos, remineralizadores de solo, entre outros produtos, e iniciativas. Os investimentos foram concretizados com o acesso ao financiamento do BDMG.
“O crédito foi muito bom para nós e deu resultado para o negócio. Estamos agregando valor na propriedade. O custo com os produtos biológicos representa 20% do que gastávamos com os defensivos químicos. A nossa cana ficou grandona, com um diâmetro muito superior. A matéria orgânica e a nutrição correta vão enriquecendo o solo com o uso do fósforo, do pó de rocha, da torta de filtro, por exemplo. Também conseguimos fazer um controle melhor das doenças e das pragas”, conta.
Raul Archangelo destaca que a produtividade no campo está cada vez mais relacionada às mudanças climáticas e que neste contexto, os atores do Agronegócio precisam adotar estratégias eficazes que contribuam para a resiliência das plantas e o enfrentamento, por exemplo, de secas prolongadas.
“Se eu não tivesse conseguido essa linha do BDMG, não teria feito tudo que fiz e não estaria colhendo os ganhos em produtividade e redução de custos”, observa Raul lembrando que a contratação da linha de crédito Solo Mais, voltada para a agricultura regenerativa, foi feita com uma cooperativa de crédito parceria do banco no Triângulo Mineiro.