Banco mineiro aponta alta de 40% na liberação de financiamento a companhias como a Vida Veg, que lidera mercado nacional de alimentos 100% vegetais
Uma fábrica com máquinas interligadas por wifi e administradas por uma sala de controle em tempo real. O projeto inovador, desenvolvido pela mineira Vida Veg, em Lavras, no Sul de Minas, gera maior controle de qualidade, menor desperdício e um ganho de 30% em produtividade.
No Mês Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas, o plano de modernização da Vida Veg, que lidera a produção de alimentos 100% vegetais no país, mostra o potencial desses empreendimentos no mercado. No Estado, a atuação do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais tem sido decisiva para fortalecer essas empresas. Em 2026, o BDMG ultrapassou R$ 1 bilhão em créditos liberados para 4.500 empresas deste porte, incluindo a Vida Veg. O volume é 40% superior aos financiamentos realizados no mesmo intervalo de 2025.
“Um financiamento acessível em termos de taxas e prazo representa maior competitividade a esses negócios. Também é preciso ressaltar que essas empresas são responsáveis por gerar a maior parte dos empregos formais do Estado. Por isso, fortalecê-las é estimular novas oportunidades de renda e transformar iniciativas promissoras em negócios que geram impactos positivos para a sociedade”, afirma o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.
Crédito potencializa projetos
O crédito do BDMG foi a “peça-chave” para a compra de novos equipamentos do projeto de automatização da fábrica da Vida Veg, segundo o COO do negócio, Arlindo Curzi.
“Os investimentos trouxeram mais segurança e controle às nossas linhas de envase. Estimamos um ganho de produção de 30%, menor desperdício de embalagens e redução do custo final. Estamos treinando os colaboradores e esse processo também é custeado pelo crédito captado junto ao BDMG”, afirma o executivo.
A empresa que produz iogurtes, queijos, sobremesas, entre outros itens à base de amêndoas, coco e aveia, busca ampliar o perfil de consumidores para além do público vegano.
“Ganhamos mercado entre as pessoas que não têm restrição alimentar, mas querem uma vida mais saudável. Pensamos em produtos que sejam acessíveis e que sejam de baixo impacto ambiental”, reforça Arlindo Curzi.
Ele lembra que a Vida Veg já havia realizado acessado o crédito do BDMG para realizar um outro projeto que também tinha perfil de inovação e que viabilizou a produção de leites e energéticos que não precisam mais ser armazenados nem transportados em geladeiras. O investimento representou a ampliação dos negócios e a conquista de novos mercados, segundo Curzi. Em 2025, quando completou uma década, a empresa encerrou o ano com um faturamento de R$ 100 milhões, valor que pretendem superar em 2026.

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