Liberação de crédito para projetos verdes salta 140% em 2026 e viabiliza projetos no Agro e na Indústria, como o da Lwart

Minas Gerais está na rota de investimentos da Lwart Soluções Ambientais. A empresa é líder nacional em rerrefino, processo de transformação do Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC) em matéria prima para produção de novos lubrificantes. Esse processo permite que o resíduo seja reinserido na cadeia produtiva gerando impactos ambientais positivos, já que a cada litro de óleo usado ou contaminado descartado incorretamente pode contaminar até um milhão de litros de água, além de poluir o solo e o ar.
As iniciativas de sustentabilidade da Lwart ainda fortalecem a economia circular mineira, e são financiadas pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Um exemplo entre dezenas de outras apoiadas pela instituição que visam a descarbonização da economia. Neste Mês do Meio Ambiente, o BDMG aponta que liberou, até o início de junho, 140% a mais de crédito verde sobre o mesmo período do ano passado, totalizando R$ 276 milhões em linhas de financiamentos exclusivas para projetos do setor público e privado dessa pauta.
Desde 2019, já são mais de R$ 2,5 bilhões em créditos liberados, incluindo neste montante outras linhas da instituição que também viabilizam iniciativas com impacto ambiental positivo.
“As empresas e prefeituras mineiras estão mais conscientes do papel estratégico da economia verde para a competitividade dos negócios e o desenvolvimento regional. Investir com responsabilidade ambiental e social se tornou premissa e exigência do mercado. Em Minas, o BDMG tem liderado o incentivo a esses projetos”, afirma o presidente do banco, Gabriel Viégas Neto.
Para 2026, o BDMG disponibiliza R$ 700 milhões em crédito por meio das linhas BDMG Verde, com foco em médias e grandes empresas; Crédito Rural Verde BDMG, destinada ao Agronegócio; e BDMG Verde Municípios, para prefeituras.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, destaca que o avanço do crédito verde demonstra como desenvolvimento econômico e a sustentabilidade caminham juntos em Minas. “Estamos construindo uma agenda de inovação e criando condições para que nossos empreendedores consigam acompanhar as mudanças e sejam cada vez mais competitivos”, afirma.
Investimentos
Em vias de se tornar a segunda maior rerrefinaria do mundo na produção de óleos básicos Grupo II, após a finalização do Projeto H+, a Lwart conta com 22 centros de coleta de OLUC em 16 estados, incluindo Minas Gerais. No estado, a companhia mantém uma operação com 52 colaboradores e atende cerca de 500 municípios, o equivalente a aproximadamente 60% das cidades mineiras. Em 2025, a empresa realizou, em média, 2.500 coletas mensais e recolheu mais de 25,4 milhões de litros de óleo lubrificante usado ou contaminado em Minas, contribuindo para que o estado alcançasse um volume total de coleta superior a 64,7 milhões de litros.
“A operação com o BDMG reforça a liquidez e capacidade de investimento da Lwart, e nos permitiu ampliar iniciativas conectadas à sustentabilidade e à economia circular. O Projeto H+ vai aumentar nossa capacidade de processamento, permitindo que um volume ainda maior do resíduo tenha destinação ambientalmente adequada e seja reinserido na cadeia produtiva. Este projeto também considera a expansão da estrutura de coleta, incluindo o fortalecimento da nossa atuação em Minas”, afirma o CFO da Lwart, Flávio Vidigal de Capua.
Mercado exigente
No Agronegócio, os projetos sustentáveis também se destacam com investimentos em agricultura regenerativa. É o caso da Fazenda Vitória, em Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro. Em 2026, o produtor Juvenal da Rocha financiou no BDMG a compra de separador de sólidos para dejetos animais. Assim, acelerou o processo de compostagem no solo para produzir fertilizante natural para a propriedade.
“Reaproveitamos todo o material na lavoura e manutenção das baias do gado e fechamos um ciclo sustentável. O mercado está mais exigente e não compra de produtores que não preservam o meio ambiente”, afirma Juvenal. Há cinco anos, a propriedade adota práticas regenerativas de produção de soja, milho e leite.
A linha de crédito BDMG Bioinsumos, contratada pelo produtor, integra o programa LabAgroMinas do banco, que inclui capacitação e assistência técnica. Os financiamentos são operados por cooperativas de crédito parceiras e financia ainda implantação de sistemas de irrigação, produção de bioinsumos, e outras iniciativas.

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