GESTÃO DE RISCOS

 


INTRODUÇÃO

O BDMG adota práticas adequadas para a gestão de riscos, mantendo padrões de controle, com um índice de adequação de capital superior à exigência mínima adotada no Brasil de 11%.

A Gestão de Riscos guarda estreita consonância com as diretrizes estratégicas de atuação do Banco e se compromete com os padrões éticos de conduta e confiabilidade do BDMG, visando a convergência das metodologias e modelos internos aos Acordos de Basiléia e ao atendimento às recomendações oriundas dos Órgãos Reguladores, alinhada com as melhores práticas de gestão de riscos.

A missão da Gestão de Riscos no BDMG é gerir os riscos de crédito, de mercado, de liquidez e operacional, tendo como objetivos a mitigação desses riscos e a otimização da eficácia operacional e dos seus resultados.

GESTÃO DE RISCOS

A estrutura de Gestão dos Riscos do BDMG está apresentada no diagrama a seguir:

O BDMG dispõe de modelos de cálculo para todos os riscos aos quais está exposto, com forte ambiente de gestão para monitoramento e mitigação destes. Os registros das exposições estão identificados em notas explicativas da administração às demonstrações financeiras.

A Estrutura de Gestão dos Riscos do BDMG tem o comprometimento da Alta Administração no estabelecimento de políticas e limites de exposição e concentração de riscos, que examina e decide sobre as propostas encaminhadas pelo Comitê Gerencial, cuja matéria é apreciada, primeiramente, pela Câmara de Riscos, que tem como coordenador o Departamento de Gestão de Riscos.

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DO RISCO OPERACIONAL

Objetivo

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais desenvolveu o modelo de Gestão de Riscos Operacionais para monitorar suas atividades e seus sistemas de informações financeiras, operacionais e gerenciais, a fim de assegurar que:

  • Os riscos operacionais inerentes às atividades do BDMG sejam identificados, avaliados e minimizados em um nível aceitável, conforme acordado com a Alta Administração;
  • A estrutura de controles internos seja continuamente revisada, considerando os riscos existentes nos processos de negócio, minimizando os custos associados a riscos não controlados e/ou atividades de controle desnecessárias;
  • Os potenciais conflitos de interesse sejam identificados e os riscos associados sejam minimizados, por meio da implementação de medidas para segregação de funções e/ou monitoramento das atividades;
  • Todos os funcionários compreendam claramente os objetivos do processo de Gestão de Riscos Operacionais e os papéis, funções e responsabilidades atribuídas aos diversos níveis hierárquicos do BDMG;
  • Os departamentos usuários compreendam claramente o papel, os objetivos, as funções e as responsabilidades das Pessoas Chaves de Riscos (funcionários designados pela Organização como responsáveis, nas áreas, pelas atividades relacionadas à Gestão de Riscos Operacionais);
  • As recomendações das Pessoas Chaves de Riscos sejam devidamente implementadas (desde que avaliadas e aprovadas pela Diretoria responsável e/ou Conselho, dependendo de seu impacto), com o objetivo de minimizar o risco operacional dos procedimentos, em conformidade com as leis e os regulamentos (internos e externos);
  • Os objetivos estratégicos do BDMG sejam atendidos;
  • O BDMG atenda aos critérios regulamentares vigentes.

Visão

Auxiliar o BDMG na identificação e gerenciamento dos focos geradores dos riscos operacionais decorrentes da possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, de pessoas, de sistemas, em contratos firmados pela instituição, em sanções em razão de descumprimentos de dispositivos legais e em indenizações por danos a terceiros, bem como assessorar na definição de procedimentos para o monitoramento contínuo da aderência das atividades operacionais às políticas, leis e regulamentações vigentes e do grau de exposição aos riscos, minimizando-os e otimizando recursos para suportar incidentes não previstos.

Missão

O Departamento de Gestão de Riscos, na função de Gestor de Risco Operacional, deve ser o elo entre as áreas operacionais, as áreas de apoio, a Alta Administração e o ambiente regulador, a fim de minimizar a exposição aos riscos, de acordo com as diretrizes do BDMG e auxiliar a Alta Administração com informações confiáveis e necessárias à tomada de decisão, a fim de mitigar os riscos operacionais, mantendo-se em conformidade com as políticas internas e com as regulamentações publicadas pelos Órgãos Reguladores.

Definições

Risco:
Risco está relacionado à escolha, não ao acaso, pois decorre da incerteza inerente aos eventos que podem trazer conseqüências (ganhos e perdas) sobre as decisões tomadas diariamente pela organização. Risco não deve ser confundido como sendo a ausência ou não execução de um controle.

Risco Operacional:
Segundo a Resolução 3.380/06, o Conselho Monetário Nacional define como risco operacional a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Inclui também o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição.

Atividades de Gestão de Riscos:
Tem como principal objetivo o gerenciamento dos riscos do Banco, contribuindo em atividades de identificação de eventos, avaliação dos riscos, definição da estratégia de gerenciamento e monitoramento contínuo do grau de exposição.

Controles Internos:
Os objetivos da estrutura de controles internos são garantir o efetivo gerenciamento dos riscos internos e externos ao Banco e assegurar a eficiência e eficácia das operações, bem como assegurar a qualidade e integridade no registro das transações, além de proporcionar confiabilidade no preparo das demonstrações financeiras.

Governança Corporativa:
Permite aos acionistas o governo estratégico de sua empresa e o efetivo monitoramento da Diretoria Executiva. As instâncias que garantem o controle da gestão são: o Conselho de Administração, a Auditoria Independente e os Comitês.

GRO:
Gestão do Risco Operacional

Atividade de Gestão de Riscos Operacionais

A atividade de Gestão de Riscos Operacionais tem como principal objetivo a administração dos riscos e controles associados ao BDMG, através de atividades de identificação de eventos, avaliação dos riscos, sua probabilidade de ocorrência, definição da estratégia de gerenciamento, medidas e planos adotados para sua prevenção ou minimização, assegurando a monitoração contínua do grau de exposição. As atividades de execução, conduzidas pelo Departamento de Gestão de Riscos – D.GR, serão desenvolvidas em conformidade com a estrutura de GRO.

Estrutura de GRO

As responsabilidades e principais atividades estão divididas entre funções de coordenação e apoio de GRO e encontram-se a seguir identificadas:

COORDENAÇÃO
.. . . .
 

Alta Administração

  • Aprovar a política de GRO da Instituição;
  • Divulgar as informações institucionais sobre GRO;
  • Disseminar a cultura de risco operacional no BDMG;
  • Determinar os limites de exposição ao risco;
  • Aprovar Relatório de GRO.
 
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Comitê Gerencial e Câmara de Risco

  • Aprovar a priorização dos riscos a serem monitorados;
  • Recomendar os indicadores de Risco e definição da matriz;
  • Estabelecer diretrizes de acompanhamento;
  • Recomendar o Relatório de GRO;
  • Recomendar melhorias no GRO.
 
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Gerente de Departº
de Riscos

  • Gerir o processo de Gestão de Riscos Operacionais;
  • Auxiliar na definição de proposta de diretrizes gerais (políticas) de Gestão de Riscos e limites de exposição a riscos;
  • Propor os critérios de priorização das deficiências de controle identificadas e as respectivas implementações dos planos de ação;
  • Reavaliar a integração das avaliações qualitativa e quantitativa;
  • Emitir relatórios de acompanhamento aos gestores;
  • Elaborar os tópicos que serão divulgados definidos pelo Comitê e pela Diretoria.
 
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APOIO
. . . .
 

Gerente de Departº
de Auditoria

  • Testar os processos de GRO;
  • Emitir relatórios de avaliação com periodicidade definida.
 
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Gerente de Departº Desenvolvimento Organizacional

  • Mapear os processos de negócio, Governança e suporte e identificar/avaliar os controles internos;
  • Elaborar Plano de Auto Avaliação;
  • Construir bancos de dados em conjunto com o D.GR;
  • Implementar, no Sistema de Gestão de Riscos, a forma de cálculo dos indicadores e perdas a faixa de tolerância e o relatório de acompanhamento;
  • Implementar as interfaces com os demais sistemas para obtenção dos dados na periodicidade.
 
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Gerentes
dos demais Departamentos

  • Elaborar e implementar planos de ação nos prazos estipulados pelo Comitê Gerencial e Câmara de Risco;
  • Contribuir para que o processo de implementação garanta que o grau de exposição aos riscos esteja dentro dos limites estabelecidos.
 

Nota: As informações constantes deste relatório são de responsabilidade do Conselho de Administração.