Quem foi Raúl Prebisch

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Progresso tecnológico – Raúl Prebisch tinha a convicção de que a incorporação dos avanços tecnológicos se faz de maneira desigual entre os países, o que provoca não somente impactos internos, mas também efeitos nas relações entre as nações da região. Aqueles que não conseguem incorporar os avanços tecnológicos têm ganhos de produtividade diferenciados, o que afeta de forma diferente os preços relativos e as taxas de crescimento das economias. Resulta, portanto, em crescimento desigual entre os países. Provavelmente mais do que no tempo de Prebisch, a tecnologia pode ser hoje uma fonte de exclusão social e de separação entre os países. Desequilíbrios internos – Raúl Prebisch percebeu, na década de 70, que desequilíbrios internos, como debilidade institucional e desigualdades sociais, eram também fatores que inibiam o crescimento. Daí a importância que ele passou a dar ao comércio externo como via de crescimento da economia. Nessa época, ele passou a defender o processo de abertura econômica. Outra característica de Prebisch era sua capacidade de construir instituições, todas elas fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico da América Latina. Primeiro, ele criou o Banco Central da Argentina, onde foi gerente-geral (1930–1943). Em 1948, criou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), da qual foi secretário-executivo (1950–1963). Depois, criou a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), onde foi o principal executivo (1963–1968), e o Instituto Latino-Americano de Planejamento Econômico e Social, organismo que também dirigiu entre 1969 e 1971. Na segunda metade dos anos 50, participou da criação da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), que, mais tarde, transformou-se em Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). |
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